Amigos:
Mudei-me para os Blogs do Sapo. Acaba aqui uma era (curta foi) e começa lá outra (longa será?). Para marcar a mudança, o rifa deixa de ser vencedor para servir apenas como garçon naquela praia onde se pode ouvir o Jazz. O Sai Sempre partiu para o Jazz na Praia. Venham ver!
quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Descanso e Limpeza
Este blogue vai ficar suspenso mais uma vez mas não por falta de Internet. Agora, é o computador que teima em desligar-se. Precisa de descanso e de limpeza. Tal como o dono. O PC já tem quem lhe trate disso. O dono é que não. Tem que aguentar.
Até um dia destes,
Rifa
Até um dia destes,
Rifa
Hold On To Your Friends
Res-posta a seguir: Joana dixit.
(fotografias tiradas na noite de Santo António de 2008)
terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Too Much (diz-se Tomates)
LOL
Esta animação é mais do que uma lolada - são várias loladas - e deve ser divulgada para que mais pessoas lolem como eu (do verbo lolar=gargalhar LOL).
Divirtam-se!
Esta animação é mais do que uma lolada - são várias loladas - e deve ser divulgada para que mais pessoas lolem como eu (do verbo lolar=gargalhar LOL).
Divirtam-se!
sábado, 16 de Agosto de 2008
sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Que paisagem é esta??
Ai! Estou tão nua!
Sex Bomb? Peanuts! FUCK MACHINE!!!
O Ípsilon deste 15 de Agosto de 2008 destaca a biografia apócrifa de Marlon Brando escrita pelo coleccionador de escândalos da elite artística americana Darwin Porter. O livro, cujo título original é Brando Unzipped, é editado em português com o nome menos sugestivo Brando Mas Pouco.
Ficamos a saber que o actor deu muito uso ao seu corpo e a muita gente famosa: Burt Lancaster, Laurence Olivier, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Grace Kelly, Rita Hayworth, Leonard Bernstein, Ava Gardner, Hedy Lamarr, Anna Magnani, Montgomery Clift, James Dean, Tallulah Bankhead, Ingrid Bergman, Edith Piaf...

Passo a transcrever directamente do Ípsilon o melhor teaser possível: "Nenhuma possibilidade ou impossibilidade foi excluída, este é um relato sobre os anos 1950 capaz de escandalizar os anos 2000 ao ritmo de uma revelação por página (e são 768, no total!). Pedofilia, travestismo, "fellatios" com anónimos, incesto, orgias masculinas. Se não aconteceu, podia ter acontecido - mesmo não conseguindo (ou não querendo) suspender a nossa incredulidade, admitimos que se há corpo que pode aguentar com tudo é o dele, Brando."
Depois disto, só tenho a dizer que nasci na época errada e no lugar errado. Quem não gostaria de partilhar um tempo e um espaço com este "monstro de sensualidade"?
Ficamos a saber que o actor deu muito uso ao seu corpo e a muita gente famosa: Burt Lancaster, Laurence Olivier, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Grace Kelly, Rita Hayworth, Leonard Bernstein, Ava Gardner, Hedy Lamarr, Anna Magnani, Montgomery Clift, James Dean, Tallulah Bankhead, Ingrid Bergman, Edith Piaf...

Passo a transcrever directamente do Ípsilon o melhor teaser possível: "Nenhuma possibilidade ou impossibilidade foi excluída, este é um relato sobre os anos 1950 capaz de escandalizar os anos 2000 ao ritmo de uma revelação por página (e são 768, no total!). Pedofilia, travestismo, "fellatios" com anónimos, incesto, orgias masculinas. Se não aconteceu, podia ter acontecido - mesmo não conseguindo (ou não querendo) suspender a nossa incredulidade, admitimos que se há corpo que pode aguentar com tudo é o dele, Brando."
Depois disto, só tenho a dizer que nasci na época errada e no lugar errado. Quem não gostaria de partilhar um tempo e um espaço com este "monstro de sensualidade"?
quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Why So Serious?

Do que eu mais gostei no Batman - O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan, foi a primeira cena e a música do princípio ao fim. Quando o filme começa e dois palhaços saltam de um andar elevado através de um slide, eu senti MESMO que ia cair. Agarrei-me à cadeira e o meu coração disparou. Aquele movimento de câmara em plano subjectivo e picado deixou-me entusiasmado para a maratona que vinha a seguir e que, afinal, se revelou mais cansativa do que eu esperava. A música é excelente e julgo-a boa para ser ouvida separada do objecto fílmico.
Quanto ao filme em si, até à meta final, divide-se entre o blockbuster a que estamos habituados e a negação dos respectivos clichés. Se por um lado temos acção a alta velocidade, conspirações e violência, por outro temos tudo isso à volta de uma história demasiado complicada como se o argumento contasse alguma coisa. E se por um lado a trama policial é descrita tão depressa que faz crer que a ideia não tem importância, por outro temos um filme de heróis concebido por oposição às características do género.
Se não vejamos, o romance acaba em tragédia, o vilão ganha - e é claramente o melhor e o que tem a personalidade mais vincada enquanto que o Batman é demasiado fraco para ser herói - e este é ostracizado pela sociedade. O homenageado no final é fruto de uma farsa planeada para manter a fé entre a população de Gotham City. Tudo é falso e corrupto à excepção do implacável Joker. Só este sabe o que quer e não quer nada senão mostrar ao mundo que as pessoas são más quando perdem o juízo. Felizmente, o vilão engana-se e assistimos à Humanidade dentro de dois barcos ameaçados mutuamente - um bom momento, este.
No geral, o filme é muito superficial e com os principais pontos de interesse nas destruições que se vão sucedendo em edifícios, veículos e pessoas.
terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Are You Really You?
Solaris, na versão de 2002 realizada por Steven Soderbergh, é um filme de argumento, o que é por si só um grande desafio e um grande risco para um filme de ficção científica. Quanto a isso, podemos dizer que a aposta está ganha.
Sem a acção ou a dimensão ultra-fantástica próprias do género, Solaris cativa por dois motivos. São temas que inquietam a Humanidade desde sempre, daí o seu poder de atracção: a relação do Homem com o outro (e consigo mesmo) e a relação do Homem com o Universo e a Fé.
É o recorrente conjunto de pessoas enclausuradas num espaço limitado - uma missão espacial - que divergem sobre uma questão que envolve pessoas muito próximas de cada uma, tão próximas que despertam ódios ou amores antigos. Emoções fortes provocadas pela sua aparição, que não teria nada de especial não fosse o facto de estarem na Terra ou mortas ou...

Chris Kelvin (George Clooney), psiquiatra enviado especial para esclarecer o mistério, entra nesta viagem ao passado que se confunde com o presente e se deseja como futuro. Com a "ressurreição" da sua amada esposa, Rheya (Natascha McElhone), não só ficamos a conhecer pouco a pouco uma história de amor em bonitos flashbacks - que retratam o primeiro encontro, o primeiro reencontro, a primeira noite de amor, o primeiro jantar com amigos, a primeira grande zanga e a primeira fatal desilusão (para ambos, note-se) - como nos confrontamos com os dilemas do homem mortal eternamente apaixonado e do ser extra-terrestre, em tudo igual a Rheya menos na matéria, que se apaixona pelo homem que lhe dá vida através da memória e lamenta não ser humana. Pode dizer-se que é uma recriação da relação amorosa (im)possível que vemos em Blade Runner num contexto espacial diferente.
Aqui entram as tais questões, tão discretamente que nem nos custa nada durante o filme, só depois é que pensamos nelas. Questões sobre o destino das nossas vidas, o seu controlo ou a ilusão de ter opção. Eis uma das melhores cenas:
Chris Kelvin: I don't believe that we are predetermined to relive our past. I think that we can choose to do it differently. The day I left and you said that you wouldn't make it I didn't hear you because I was angry. This is my chance to undo that mistake. And I need you to help me.
Rheya Kelvin: But am I really Rheya?
Chris Kelvin: (silence) I don't know anymore. All I see is you. (while she cries over his lap after a great silence) All I see is you.
Outro diálogo interessante, entre Chris e o amigo Gibarian:
Gibarian: You think you're dreaming me.
Chris Kelvin: You're not Gibarian.
Gibarian: No? Who am I then?
Chris Kelvin: A puppet.
Gibarian: And you're not? Or maybe you're my puppet. But like all puppets you think you're actually human. It's the puppets dream, being human.

Resumindo e concluindo, é um filme sem ilusões de óptica, vulgo efeitos especiais, antes desafia o pensamento com um bom argumento, diálogos simples e incisivos (poucas palavras abrem feridas profundas), desempenhos impecáveis com destaque para os actores secundários e a bela Natascha McElhone, cenários envolventes (mais luminosos no exterior e frios no interior ironicamente; a luz/ausência de luz move-se autonomamente descobrindo e escondendo os rostos tal como em Blade Runner) e uma melodia de teclados mudos com ecos de melancolia.
Tudo junto, mais um final feliz (seria destino) resultante das opções que põem fim aos dilemas, faz deste Solaris de Soderbergh um filme que primeiro estranha-se e depois entranha-se. E isso é muito bom.
Sem a acção ou a dimensão ultra-fantástica próprias do género, Solaris cativa por dois motivos. São temas que inquietam a Humanidade desde sempre, daí o seu poder de atracção: a relação do Homem com o outro (e consigo mesmo) e a relação do Homem com o Universo e a Fé.
É o recorrente conjunto de pessoas enclausuradas num espaço limitado - uma missão espacial - que divergem sobre uma questão que envolve pessoas muito próximas de cada uma, tão próximas que despertam ódios ou amores antigos. Emoções fortes provocadas pela sua aparição, que não teria nada de especial não fosse o facto de estarem na Terra ou mortas ou...

Chris Kelvin (George Clooney), psiquiatra enviado especial para esclarecer o mistério, entra nesta viagem ao passado que se confunde com o presente e se deseja como futuro. Com a "ressurreição" da sua amada esposa, Rheya (Natascha McElhone), não só ficamos a conhecer pouco a pouco uma história de amor em bonitos flashbacks - que retratam o primeiro encontro, o primeiro reencontro, a primeira noite de amor, o primeiro jantar com amigos, a primeira grande zanga e a primeira fatal desilusão (para ambos, note-se) - como nos confrontamos com os dilemas do homem mortal eternamente apaixonado e do ser extra-terrestre, em tudo igual a Rheya menos na matéria, que se apaixona pelo homem que lhe dá vida através da memória e lamenta não ser humana. Pode dizer-se que é uma recriação da relação amorosa (im)possível que vemos em Blade Runner num contexto espacial diferente.
Aqui entram as tais questões, tão discretamente que nem nos custa nada durante o filme, só depois é que pensamos nelas. Questões sobre o destino das nossas vidas, o seu controlo ou a ilusão de ter opção. Eis uma das melhores cenas:
Chris Kelvin: I don't believe that we are predetermined to relive our past. I think that we can choose to do it differently. The day I left and you said that you wouldn't make it I didn't hear you because I was angry. This is my chance to undo that mistake. And I need you to help me.
Rheya Kelvin: But am I really Rheya?
Chris Kelvin: (silence) I don't know anymore. All I see is you. (while she cries over his lap after a great silence) All I see is you.
Outro diálogo interessante, entre Chris e o amigo Gibarian:
Gibarian: You think you're dreaming me.
Chris Kelvin: You're not Gibarian.
Gibarian: No? Who am I then?
Chris Kelvin: A puppet.
Gibarian: And you're not? Or maybe you're my puppet. But like all puppets you think you're actually human. It's the puppets dream, being human.

Resumindo e concluindo, é um filme sem ilusões de óptica, vulgo efeitos especiais, antes desafia o pensamento com um bom argumento, diálogos simples e incisivos (poucas palavras abrem feridas profundas), desempenhos impecáveis com destaque para os actores secundários e a bela Natascha McElhone, cenários envolventes (mais luminosos no exterior e frios no interior ironicamente; a luz/ausência de luz move-se autonomamente descobrindo e escondendo os rostos tal como em Blade Runner) e uma melodia de teclados mudos com ecos de melancolia.
Tudo junto, mais um final feliz (seria destino) resultante das opções que põem fim aos dilemas, faz deste Solaris de Soderbergh um filme que primeiro estranha-se e depois entranha-se. E isso é muito bom.
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